segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Travel deep

Strolling down in some unknown avenue or going deep in an old quarter is something indescribable when anyone travels inside oneself and discovers something new, absorbing what’s around and the energy of each city or village.
So the travel begins and something new opens inside us, not only the perfect view for the postcard picture but a feeling is born when we are touched by the humanity of the urban landscape. Funny enough that is why shopping gives us a fulfilment gratitude and power, we find what we need. And those shops, those streets gives us what we were looking for! Even admitting a hidden desire yes we can find new desires while travelling.
But going back on the adventure not only we feel comfortable to take a plane to go far way but we find ourselves in the busiest street or avenue of a city or a village because life is pumping out and it can be a home for humanity. Walking along with the crowds or maybe discovering a hidden alley or a cute design store.
Stopping for a nice coffee or tea maybe it’s a regular place or the most charming. Well good chances or tips take you to the right places, but enjoy your break feel the flavours and what’s around you. Absorb and observe what a diversity can be found in any place any corner.
People are beautiful and yet full of mysteries and each city or village make a picture of who is behind the widows, the doors and what is important for each one. Mapping places can be like digging gold back on the days, really it can take a life time to really know someone! And in fact places show their layers of skins on the surface and there is so much to take!
The best feeling is that freedom of just scrolling down any main street of the world ad going into heart of the centre of life, a square a crossroad or any corner in any place of the world.
Connecting as stranger and entering in an atmosphere unknown to us can be the beginning of knowing a bit better what is there at that moment, who are those people in those places, what makes them laugh and best enjoy at a table. The flavours and sounds behind any place is truly what represents ones culture and distinguishes each corner of the world.

Explore and travel connecting to the locals in the most active corner or silent. Allow yourself to travel inside you by trusting and setting yourself free to a small step of feeling familiar with any culture or at any hub of the world. See the eyes, smiles, elderly, children find any their daily routines. Absorb the real life and feel the human family.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

To be a storyteller


Its a thrill you may first think, yes but also what a huge responsibility. All eyes and ears are set on you and the inner hearts looking to be touched or the minds evaluating each word and tone…

It has been a challenge of years, considering as a child I was so shy… So finally through opening and sharing I can almost sing to the world. It’s about sharing something special, trustful and a view over the past culture, all the life around you and what you treasure and would advice to your best friends!
Being since a ever a researcher gives you an endless urge to discover and learn more new  old facts that offer a better understanding of the past, the living present and which direction we are going. I am graduated in History and followed the subjects of history of art, completing it with a Master in communication.

As local growing in Sintra and Cascais, it’s privilege to tell you in first hand some of my experiences and what I have learned throughout the years. Then Lisbon is just around, a world was open. By studying and working in the city of light with the magic Tagus river and exploring the hills that unfolds and showing all the secrets that lies in each corner, window or endless steps to climb to heaven.

Working in the tourism field for more than 8 years I found myself now lucky to be living this moment in my own country and being able to receive and share stories with new comers and travelers. Hoping some may return others may keep a good memory…
Living, working abroad and travelling, was also a life experience that made me grow and becoming more humble at the same time. How it is such a vast and rich world with so many cultures and people and how we are together in the blue planet.


To be a storyteller is mostly a pleasure to expose some of my ideas and show around places that are unique. Travelling in words, time and space, meeting new people and sharing moments together! I start by inviting you for the best views, a nice delicious restaurant and to step outside what is written in the guides or maps…

quinta-feira, 26 de junho de 2014


Ser livre é ser como uma andorinha, que voa livremente mas em união consigo mesmo…
Voa em jeito de liberdade e nos movimentos do vento, torna-se no ar que respiramos, circulando e girando com o rodopiar do elemento ar,
Andorinha leva-me nesse horizonte de tudo seguir sem nenhum rumo definido, apenas o sentir das estações do ano e do ninho da tua evolução. É o porto de abrigo onde descansas para por fim seguires a tua viagem, bate as asas com as tuas crias e ensina-as a serem livres para de novo regressar à tua beira, ao teu conforto.
Andorinha voa pelo vento e vem com a primavera que tudo renova e faz crescer a esperança nos corações que se elevam no azul do céu e nos teus voos, que buscam outros olhares, outras vertigens, que urgem pela transformação, pelo alento do sol na sua pela que traz a bonança e a libertação dos sentidos…
Oh Andorinha, leva-me no teu voo, já qu eu aqui cresço só de te ver e sentir a nova estação a brotar.
O valor de tudo é conhecido pela sua ausência e é na carência que se atribuí valor ao que se retoma ou é familiar… Mas o novo vem e mostra outra vez como é infinita a liberdade de existir no mundo!
As andorinhas recordam-nos todos os anos disso…

Vem andorinha no meu regaço para sentir de perto o que é ser livre e existir simplesmente ao ritmo das estações! Por tantas possibilidades e lugares que desafiam as leis do tempo e do espaço é no voo da andorinha que se revê o detalhe no todo, na natureza. Nós ali e por toda a parte! Que se soltem das gaiolas os sonhos, espíritos, vontades, sentimentos prisioneiros de si! Voem andorinhas que desconhecem o medo!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Open roads are there for us 
Drive through with no inner force 
Just surrender to those days and instants 
When it’s all so clear and right to us 
Feelings of safety of the unknown 
Seems funny and crazy to known 
The darkness and the empty room 
All over again and once more
It’s a thrill to experience what once was
Now look another way more
Till the end of the road 
It seems so familiar and predictable 
Each time a restless feeling takes us 
To another open road
Lost and lonely it can be without 
That infinity that drives us safely 
Through storms, noise, cold and dryness
Eventually it all finishes and starts again 
Hopefully with our heads up and open hearts 
There’s a lonely road that fills the world
Smile we are all there like a family 
And the magic of living is without a doubt 
The way to overcome fears and ourselves 
Carry on with a lighter storytelling weightless
Fly with that child inside you even knowing 
There’s no turning back just forward and 
Mistakes are part of the labyrinth of life 
Mothers are also reborn and 
We all take baby steps and
Open roads are there for us

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Estrela veloz

Uma estrela veloz adorava viajar. Deslocava-se em alta velocidade para conseguir chegar mais longe. Às vezes parava para conversar com outras como ela, isto é, brilhantes e incandescentes, mas a maioria estava ali a girar sobre si mesmas, ora um pouco mais azuis ora um pouco avermelhadas. A estrelinha veloz, apenas queria saber para onde ia, se aquela direção era correta. Apesar de que o certo e o errado não contam muito no universo, o que conta é a ação e a energia, e aí, ninguém lhe ganhava! Talvez apenas aquelas fogosas gigantes que ardiam e tudo atraiam em seu redor, essas para a estrelinha veloz eram como avós que tudo iluminavam e guiavam. Entre as suas correrias que mais pareciam um carrocel, a estrelinha veloz, ás vezes parava para admirar as cores que surgiam no fundo preto do universo ou o rasto de luzes provocados por alguma amiga sua ou um primo afastado. Esses eram um pouco doidos para ela, pois estavam um pouco à deriva, como se estivessem em eterna queda livre e não se podiam desviar de obstáculos volumosos de matéria que giravam sobre si mesmos, como ilhas no mar. Sempre que isso acontecia (era muito frequente), a estrelinha veloz, tentava acompanhá-los nessa velocidade louca e despedia-se desejando tudo de boooom. Após muitas viagens no vasto universo a estrelinha veloz, sentiu-se estranha, já era difícil percorrer rápido grandes áreas e demorava muito a chegar onde queria. Um dia ficou muito frustrada, pois já parecia não sair do mesmo lugar. Até que percebeu, que estava a crescer, perguntava-se se isto era ficar velho? Expandir-se assim, por conseguir ficar maior e brilhar com tanta força, que ás vezes sentia que brilhava mais que aquele que parecia chamar-se sol. Ali, pensou que até que era bom ficar no mesmo lugar, ou melhor, ver tudo assim em camera lenta e não se preocupar tanto com o infinito universo. Ela estava a criar o seu lugar também! Aprendeu como podia crescer mais, sabia que tinha que dormir e comer de uma energia e assim a cada dia que passava estava formosa e tão brilhante. Ardia como nunca e crescia. Lembrou-se de tudo o que vira e pensava agora em aprender a comunicar com as suas amigas brilhantes que por ali pairavam, adorava todo o universo, porque aprendeu tanto e conseguir tornar-se numa estrela grande e não apenas veloz. Desejava nunca cair e fica ali eternamente e apenas crescer num novo fogo, nova forma e novo ser. A estrela existia no universo. Num estado de meditação a estrela grande já só desejava dar luz e caminho na escuridão e abrigo a todas as estrelas, sem rumo, perdidas. Com este desejo fez amigos que eram seus vizinhos e abriu-se a uma nova estrela para juntos criarem a grande estrela nova. E começou uma nova família de estrelas…

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Divine Light

















"So first of all, we must know why we have to understand, and how to understand. Without understanding there cannot be brotherhood.(...) So we have to make use of all available circumstances to help us in our growth to become perfect human beings.(...) So, you see, this is not an individual endeavour for individual satisfaction, individual growth, individual achievement. Here the individual matters a great deal. It is not democracy in the sense that every vote is important. This is a spiritualocracy, if you want to call it that, where every soul matters. It is like a lake being made up of drops of water. Each drop is important. You cannot say the first drop is more important than the last."
Heartspeak 2002
Shri Ram Chandra Mission
Jan. 2012 Foto @ Miramar beach in Goa

sábado, 17 de dezembro de 2011

Em Alfama







Clichés.
Acorda-se a ouvir o fado em Alfama, sim parece mentira mas é mais pura verdade. Caminha-se pelas ruelas e ouvem-se histórias ou lamúrias da vida dos vizinhos do velho bairro. São velhas as pedras que o sustentam, que tanto poderiam contar se nos falassem dos amores e disamores, das injustiças e da saudade... E ao subir nas escadinhas encontramos o senhor gato, imponente na sua rua, se pudesse falar, talvez nem nada pronunciasse com o seu ar majestoso... Talvez, pudesse contar que ali tudo passa como quem chega com nova notícia ou sedento de nova vida, mas volta sempre a casa, regressa sempre à pátria, porque aquele sim, é um dos bairros mais antigos de Lisboa. E vem a senhora, com os seus trajeitos de portuguesa de bairrro, e uma simpatia autêntica, de quem está vivo e se alegra por mais um dia começar e as escadas subir. Subimos entre conversas e sorrisos espontâneos, soltam-se queixas de velhos edificios abandonados, antiga sua moradia, que com a ventania solta as portadas e pode magoar alguém... Sim... é... neste bairro andámos a fingir que está tudo bem, por for a, parece...mas a maquilhagem estala e as gretas do tempo abrem-se prestes a quebrarem-se por não susterem tudo. O velho, o novo e o que ficou entretanto, entre os turistas traseuntes e os velhos locais, acabamos por felicitar-nos que será um dia não de sol, mas não chuvoso, a senhora segue e subo.
Acordei a ouvir o fado.
É com o fado no meu coração que sigo na labuta dos sonhos.
Sem dúvida que tantos clichés já me assaltaram a mente e tocaram-me no ponto mais banal e curriqueiro da minha pessoa, sim, gosto afinal do que é óbvio e aparentemente exagerado ou vazio de sentido, de facto, não há coencidências. Este cliché triunfou por mostrar a vida no que parece perdido ou forçado e comprovar que as almas dos lugares fazem-se de pessoas e de paixões, pois ainda ali há vida que se fala nas músicas e chorava-se por tempos idos. E tantas histórias naquelas pedras de pessoas que por ali viveram e outras passaram, agora Alfama está entre o que foi e um cliché que é revivido, tal como agora tenho que escrever estas palavras... Bairro envelhecido que se regenera ao turismo e para os jovens revivalistas, que poderão contar as pedras mais tarde? Existem outros detalhes muitos outros, como o jardim das pichas moles e as respectivas cadeiras aguardam o ponto de encontro, ali num beco de Alfama...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fruto de outono



Caiem como folhas soltas ao vento, tudo se transforma e seca e parece até a apodrecer...
São frutos do amadurecimento, caiem com tons ocres e vermelhos do quente do seu interior e do desprendimento da longa e seca estação...
Chegam novos ares que trazem consigo a chuva abundante as tempestades arrassantes e o retiro para a colheita do frio...
Sim, esta é a a estação que prepara o recolhimento, as uvas, os medronhos, as castanhas e romãs... Dávidas que anunciam que terminou o fruto fresco e chega o fruto seco do verão...
Quem semeou, já colheu e espera agora à lareira a nova faina começar...
No fogo vejo o futuro, anseio o frio, mas conforta-me a alma ao saber o quão a vida é generosa e joga por vezes injustamente para balançar de novo o equilíbrio dos opostos e as energias em choque e em explosão... Vejo os ciclos e sinto o fogo interior de tudo... que tudo gera e apaga.
O cheiro outono vem no vento que começa a arrefecer o corpo e a luz brilha mais por espreitar de soslaio... Á espreita ilumina com freixes de luz, deixando sombras e brilhos cintilantes... Choveu e veio a bonança, gosto da vontade de me abrigar em sossego e de deixar-me estar com os sons no exterior... Caiem as folhas e os últimos frutos marcam a despedida da época do sol para festejarem a vinda das águas que tudo lava e fortifica, renovando outro começo...
Sabores que se desfazem na boca, sumos que se diluem é fresco, doce e amargo também, são assim as contradições desta estação, que nos leva a crer que é possível dançar como no verão, mas no fundo é a despedida da bonança e o começo de um outro início dos tempos, de outra estação e outras conversas na companhia do fogo...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

"Graffiti_ From the Underground to the Mainstream"


This cool outrageous film, "Exit through the gift shop", tells something about this theme from "the underground to the mainstream... It's a must see!
And I humbly have something to say too... I've studied a bit about the amazing art work of Graffiti and Street art!

Words from my master thesis...

(...)"The language of subversive art emerges as a new code that speaks for itself in the amid of a urban, capitalist, consumerism and global context. Claims public space in a territory not yet occupied, also competing with advertising, but to subvert their messages it is also to encroach the common area.
The act of doing graffiti raises the existence of man in the world. It leaves its legacy, their signature, their message or artwork, so they know of its existence and emerge from anonymity to fame and go to eternity.(...)

(...) "A linguagem subversiva ou artística surge como um novo código que fala por si, no meio de um contexto urbano, capitalista, consumista e global. Reclama um território no espaço público que ainda não foi ocupado, competindo também com a publicidade, ao subverter as suas mensagens que também são usurpadoras do espaço comum.
O acto de fazer graffitis eleva a existência do homem no mundo. Este deixa o seu legado, a sua assinatura, a sua mensagem ou arte, para que saibam da sua existência e para sair do anonimato e passar para a fama ou para a eternidade."(...)

Master Thesis in Communication
Universidade Católica Portuguesa
Faculdade de Ciências Humanas
Orientação de Professor Fernando Ilharco
Copyright 2011. All rights reserved.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Confio nas Sombras




Que se transformam e transmutam com o tempo e a luz. Que se diluem no tempo dos astros e nos iludem nos seus neóns.
Doces ilusões brilham e cintilam na escuridão da noite até ao amanhecer quando somos ofuscados pela intensidade do sol. Começa de novo a magia do dia e o sussurro da brisa que ecoa do vento, nascem sombras e reflexos, outras visões, outro espiritos?
Realidade transformadora que mexe em tudo o que não é estanquee tudo se modifica em múltiplas imagens, formas e noções do que é, pode ser ou talvez seja momentaneamente criando a alusão entre os sentidos e a dita realidade, que é tão vasta e infinita na sua concepção e existência. Como é belo o simples rastro da vida, o que é por instantes.

sábado, 12 de novembro de 2011

A estrela


Cada dia. Um dia de cada vez. A luz do sol aquece a alma e da lua traz o mistèrio.
Um dia que passou, outro que vem, são dias de vida ou parecem muitas e outras vidas.
Vive-se com dias curtos e outro longos e plenos. Sente-se sem dias e horas, apenas vive-se sem a consciência desse tempo, dentro do tempo e do que se perde por saber-se.
Pensamentos vagos ficam suspensos entre o ontem e o amanhã, promessas de sonhos ou palavas soltas no tempo do vento, sem vagar e intenção, apenas o sentir da brisa, com os cabelos ao vento e o sol que afaga a pele. Após o dia a noite que se recolhe mais intensamente no frio, sente-se um desamparo de quem está só e os dias podem ser noites indiferentes aos astros e à passagem das estações e do tempo do tempo... Fazem-se tempos e perdem-se outros. Não.
Tudo se desfaz na efemeridade da matéria, é o tempo que materializa e nos condena ao fim. Mas a eternidade faz-se em vãs palavras e banais emoções, são vida enquanto são no tempo que existem e as vontades que o comandam. Agora é tempo de amar e criar com o trabalho.
Trabalha-se para que o tempo seja infinito, a noção do fim perpétua-se no incógnito, de tanto saber e nada saber, nada pois as palavras, as intenções e o conhecimento escapam-se nas viagens do tempo, assim sem fim e sem sentido... São como caminhos sem tempo que trazem algum significado, alguma... vontade para além da sobrevivência e da ambição. Quanto tempo sobrevivo assim e quanto tempo falta para alcansar aquela meta e conquista? Entretanto falta um tempo para a morte e o que ficou entretanto entre os tempos do tempo. Intervalo.
Paro sem cismar, sigo sem temer mas levo comigo a vontade de conectar-me à energia de todos os tempos, aquela que faz acontecer, pára relógios e multipla o tempo em dimensões surrealistas, que pairam entre o ser e o saber, entre o sentir e acreditar.
O luto da tristeza é um tempo limitado espera-se. Ou talvez, seja o tempo guardado que se deve perder no universo da vida e fica lá como uma estrela da memória, que marca pelo seu brilho alguns nuances desses tempos. São estrelas da vida que definem algumas rotas são trajectos a repetir se assim o desejarmos ou necessitamos.
Olhai as estrelas senti como partiste outrora e conseguiste tanto ou viveste tanto, e tentastes mesmo sem os feitos, mas com os factos que brilham lá no alto e tanto nos contam sobre tempos idos e revividos e outros tão perto e parecem tão longe... As estrelas guiam-nos por caminhos escuros e cegos de sonhos e ilusões, mas o medo pode paralizar-nos no tempo e na visão. Tempos obscuros de dúvidas e tristezas, aqui entra o abismo entre viver ou morrer na vida, entre ser por tentar ou ficar nesse vivo, sem restar nada, mas apenas a possibilidade de ver a estrela no coração. Essa sim, é para a vida e só no fim, fará parte do universo, como matéria suspensa no tempo de outras matérias e outras histórias. Como o último adeus da eterna despedida e a certeza do vazio do tempo.

sábado, 29 de outubro de 2011

As densidades


Media-se a dor por esperar um dia acabar. Conta-se o dinheiro para durar e se multiplicar, como os dias, os meses e os anos, mas estes aumentam para o fim e o início da eternidade. É densa a quantidade de vezes que sofri e os anos que vivi em alegria também e aquelas emoções que se colam como cicratrizes que nos atormentam a vida toda… A vida toda é densa… Densos são também os mares que se oceanos e as serras que são montanhas e tudo tudo que é real ou uma recriação do que existe entre o é e o que parece ser, ou o que apenas é por sentir com os cinco sentidos e com todas as emoções… Densa condição de viver que busca camadas de roupas e histórias de encantar e representar os diferentes papeis nos cenários… Densos são os jornais e os livros, denso é o mundo por tanta agitação e injustiça e tantas pessoas… É denso sentirmo-nos especiais… sinto-me pesada.
Queria perfurar a densidade da luz que fura entre as árvores e penetra no solo, criando um jogo entre as folhas que dançam ao vento e as árvores que parecem mexer-se suavemente… A luz pode ser imensurável não é cativa, expande-se sem limites.
Ser luz sem grades, ter sem ter, imanar sem temer, ser sem pesar, agir por ser.
Vejo o quão pesadas andam as consciências e os corpos opacos sem vida, sinto a densidade do ar, da terra, do mar e perco-me na sua vida, fragmentando-me em nada e dentro da densidade de mim, levito na natureza sem nada mais…
Palavras densas obscurecidas por códigos que são a poeira e a tempestade de areia que aumenta e imobiliza qualquer vida existente. As tempestades que arras am.
Olhares e memorias que se tranportam connosco criando um ambiente, um cenário de nós e dos nossos sonhos e ilusões… Que densos que somos.
Percorria-te o corpo até sentir a tua densidade dentro de mim e libertar-me da minha e assim a levitar agitava a densidade da nossa alquimia, sentindo-me por fim densamente poderosa pela densidade dessa expiriência… Quão profundo é o teu olhar, quão fundo é o teu ser, como o oceano… A vida é interminável e inesgostável.
A densidade do meu limite é uma ilha confortável da qual crio nevoeiros densos de enigma, por não saber libertar-me e por temer o impacto da queda pesada e densa. Densos são os meus pais, por não os saber amar e querer-los tanto. Respiro a densidade do meu ser, suspiro pesadamente pela carga dos meus pensamentos e emoções que ocupam espaço e roubam energia.
A densidade em todos e em cada um é um universo infinito de realidades sobre ficções e histórias sobre factos, que de alguma forma fazem sentido ou convivem harmoniosamente, gostaria de viver em algumas densidades e abandonar-me à minha insignificância… Mas afinal são os caminhos densos que percorremos e pontes que atravessamos ou elos que construirmos que dão significado e sentido à vida, são densidades temporárias, que nos permitem avançar aparentemente às cegas… A luz a travessa todas as camadas e é sem permanecer, transporta-se, transforma-se e transmuta-se… A luz adensa-se e espalha-se até desaparecer.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Vamos?


_ Vem comigo.
_ Para Onde?
_ Para o lugar onde tudo acontece como o fluir da água e os únicos sons trépidos são gargalhadas contagiantes que ecoam pelas montanhas do equilibrio da verdade e da razão.
_ Existe?
_ É incrível, mas sim o vento vive a música do amor que noite e dia acompanha o sol e a lua com todos os seus sons e cântigos particulares. Melodias da vida e da natureza...
_ Como viver ali?
_ Vive-se como a água corre nos vales, a fonte da vida e do amor, que tudo alimenta sem mais necessidades. Pois a terra tudo dá, tal como, a água.
_ Não sei.
_ Percebo-te, parece impossível.
_ Mas e tudo o resto? Aquilo que tenho e esperam de mim?
_ Parte como se morresses e pudesses seguir sem nada por fazer ou dizer.
_ É difícil.
_ E no entanto tão simples.
_ Não sei se consigo...
_ A vontade está ligada à liberdade de viver em ligação com o universo apenas. Parece pouco ou banal, mas é tão essencial como respirar e aceitar a vida e a morte. A seu tempo irás colher frutos semeados por ti e no ciclo da abundância tudo virá ao teu encontro. São processos em constante mutação e composição, inter-relacionando-se e complemetando-se, assim sempre... O que darás, irás receber.
_ Que quimera!
_ ahahah! Vamos?

Photo Axis Dance Company S. Francisco

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Eu sou











tu és
ele é
nós somos
vós sois
eles são

Sou porque ajo
Ajo sem pensar por ser
Existo onde estou
Estou e sou
Em qualquer lugar
Existo na acção
Sou porque existo
ou existo no meu ser.
Sou no tudo e o
todo é em mim!

É tudo sempre possível!

Para a Mima, parabéns pelos 30!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Deja'vu




Crossing Roads
Crossing roads and oceans by telling a story...
So it begins, just another nice conversation...
Who knows what will come after this, maybe nothing,
just a nice time that was gone
or perhaps a seed way bloom into something later...
Or in the end just keep the sweet memories and take them forever with you...
Hold them like treasures that build you up and sing it living past in present...
Maybe later there's the chance to tell a story...
But first I wanna ear your story, tell me right now right here...

Just when...
Just when you felt good,
You had it all under control
when it seems so real and tangible that makes you
sleep rested and trust...
Until something shakes your world inside out and
takes you to another place, another time...
Where all looks the same but it is just another reality,
a place you can play your game...
New rules, new faces and smiles... Here we go again...
The hardest is to stay in touch, connected....
By holding tight with your dreams and love the universe as
we know it we are all naked in the sky...

Déjà vu
Do you see it again? Deja vu?
As if time had no inflection on what so ever, you see yourself in the same exact situation.
No matter where we are, with whom or doing whatever... The same weeds will grown again, over and over again... And if you don't clean it takes over you!
Naturally born 'cause they are free and selfish like any other kind of assumption, trauma or fear...
It can all take over you like a weed! How do we keep it clean?! Remember it growns slowly and smoothly but it invades all.... Just by thinking a simple thought that chases you. An action, situation or feeling that gives you phobia again... Clean it all and let it breath! Let the air flow!...
Keep your mind clean, breath and relax...
Deja'vu..Not again...
Choices... Reminds you again and again of taking it easy or going into something all over gain...
Demystify misunderstands and smile...
Laugh at Deja'vu!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Love

















It is well known that where there is no love there can rarely be courage, and I would request you here not to confuse courage with sheer bravado... Similarly, where there is no love, there can be no faith, charity or chastity and, therefore, existence devoid of love is an empty existence. Love must grow and embrace more and more within its orbit of expression.

Taken from the book "The Principles of Sahaj Marg, Set 1, Vol. 1", Chapter "The Inner Needs of Man" pg. 29, by Revered Chariji

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domingo, 11 de setembro de 2011

Raise with humility

















In a supposed dark corner
without any guess but a hope
of trying to hold on to a chance,
of life, facing struggles
even when it means to wait.
Quiet in some lost spot,
it seems lonely and helpless,
if it's a chase of a lost cause or
staring at raw violence...
When blindness of humanity forgot
it's own existence, it's pure state of
living and being just as...
An ant rises with humility on her own task or pursuit,
maybe for love or only for surviving but,
it doesn't diminishes others, it relates and unites
for a better work...
All naked in the sun, on a rainy day or facing a storm,
just raise...
Raise and be humble!

domingo, 4 de setembro de 2011

Grande Pessoa


Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em casa coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
________________________
Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.

Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.

Aos que a felicidade
É sol, virá noite.
Mas ao que nada spera
Tudo o que vem é grato.

Fernando Pessoa em
Odes de Ricardo Reis